sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Carta para um velho safado


Prezado Charles,


Escrevo-te porque me preocupo contigo. Mentira. Escrevo-te porque preocupo-me comigo e sinto por ti um desprezo que me incomoda mas me atrai. Mal nos conhecemos, já li algumas coisas suas. Gosto, mas não muito. Confesso que isso tudo pode estar alojado em um violento asco pela maneira como você se refere às mulheres, mas acho que compreendo tal necessidade. Fato é que me parece apelativo esse seu caminho escatológico de lidar com a vida, com o amor e o sexo (Aliás, acreditas no amor?). Você parece fazer questão de expressar as palavras mais grotescas e chulas, achando que isso o torna um pessimista profundo? Desculpe, mas a mim não convence. Acho que você não sofre como faz parecer que sofre. Por exemplo, se eu escrever, no meio dessa minha carta, um

"Hank, seu grande filho da puta. Por que não podes suportar me comer direito?"

todo mundo olharia diretamente para essa frase e interessar-se-ia por essa carta pelo simples fato de ver uma palavra suja, e consequentemente achar que algo desse teor estaria envolvido nela. As pessoas precisam que alguém extravase no lugar delas não é mesmo? Talvez você me ache uma romântica idealista e boba, e que meus textos cativam mulheres solitárias e mal amadas, apenas. Até pode ser. Eu sou uma solitária. Se não fosse, porque diabos estaria eu escrevendo uma carta a alguém que eu supostamente desprezo? Às vezes tenho pena de mim, ao contrário do que transpareço em minhas ultimas entrevistas na TV. Talvez não sejamos tão diferentes, afinal. Eu, fingindo uma profundidade atrás dessa rudeza e pequeneza feminina, e tu fingindo boemia e transgressão atrás dessa insegurança masculina.

A verdade é que hoje percebo que existem os homens, as mulheres e os escritores. Talvez a gente não tenha as habilidades normais das pessoas para nos relacionar. Eu não descobri o mundo através de uma barata como minha personagem Joana, e você, velho safado, não me parece ter comido tantas bundas como escreves. Somos mentirosos muito bem sucedidos, não lhe parece? E as pessoas nos adoram por acharem que somos verdadeiros e expressamos desejos que são ocultos em todos e que todos gostariam de colocar em palavras.

Não sei, Buk (permita-me tal intimidade. Comecei essa carta para achincalhar-te e agora tenho em ti um rápido amigo) mas talvez meu sentimento de desprezo por ti esteja me atrapalhando e fazendo com que eu esteja te desrespeitando. Mas acho que isso não te preocupa nem um pouco, certo? Talvez eu precise fazer as mulheres me amarem, ao passo que tu necessita fazer com que elas te odeiem. Somos farsantes solitários.

Paro por aqui desculpando-me pelo desabafo, e agora não mais secretamente desejando que um dia quem sabe ainda possamos nos sentar juntos, depois de uma noite de amor, fumando um cigarro e tomando um bom whisky, para que tu me digas quem sou eu em teus olhos e me ensine um pouco mais sobre nossos podres todos.




Clarice

Quando me descubro já não sou."


"Aprendi a me conhecer
lentamente.
A mudar
rapidamente.

Quando me descubro já não sou."


Fernando Palma

sábado, 26 de novembro de 2011

13 de Outubro! Dia do Fisioterapeuta!!!

Hoje vou fazer uma homenagem a todos os fisioterapeutas, inclusive eu no futuro próximo. Vou começar contando como surgiu a Fisioterapia.
Na antiguidade nos anos de 4.000 a.c á 385 d.c já se tinha uma preocupação com as diferenças incomodas (doenças), utilizando o sol, luz, calor, água, eletricidade, exercícios fisicos e massagem tudo isto para tentar eliminar essas diferenças. Em 1979 Shestack disse que na antiguidade já era utilizado a eletroterapia.
No entanto a fisioterapia teve um BUMMM na Segunda Guerra Mundial, com os soldados e as pessoas comum sendo mutiladas, e foi necessário que uma profissão que cuida especialmente da área de reabilitação, para que estes mutilados consigam se reabilitar e voltar um pouco ao que eram antes.
No Brasil a fisioterapia surgiu devido ao um surto de poliomeite em 1954, sendo necessária a reabilitação para as pessoas infectadas. Com isso surgiu a ABBR (Associação Brasileira Beneficente De Reabilitação).
Está é um pouco da história da Fisioterapia, existe muito mais coisas e muito mais descobertas.
Para terminar esta singela homenagem coloco uma Mensagem e uma Oração para todos os fisioterapeutas.

Mensagem:
Ser fisioterapeuta é ter duas mãos e um coração entre elas, é manter expressão serena, mesmo com a alma desesperada, manter a mente quieta mesmo diante do desespero,ter um brilho no olhar mesmo quando não temos esse motivo, é transformar lágrimas em desabafo e ser humana para dar conforto.O coração estremece por muitas vezes cheio de emoções inexplicáveis, mas proporcionando o alívio dentro da alma, levando conforto para o coração e com nossa sabedoria poder proporcionar a reabilitação.Ser fisioterapeuta é acreditar na esperança que dias melhores virão, é vencer o sentimento de onipotência que nós é erroneamente delegado, é reconhecer nossos próprios limites.Mas, acima de qualquer coisa, fazei Deus que nunca perca a capacidade de chorar e jamais esquecer que em minhas minhas mãos junto com sua mão existe o maior milagre"A vida".
Erika Alves Serrão

Oração:
Eu me dedico a Ti, ó Pai,
consagrando minha vida, minhas mãose minha técnica para que Tu mesmo ajasnas dores, nos traumas, no corpo do meu paciente.E dá-me o sentido mais vivode estar cooperando Contigona melhoria da qualidade de vida do mundo que me cerca,daquele que está aos meus cuidados.Fortalece minha fraqueza,e preenche minha necessidade de crescere compreender os outros.Faze peritas minhas mãos; dá-me um toque adequado,um ouvido amigo e um coração amável.Por Jesus, cujo toque afastava a dor,e Cujas mãos, que aliviaram vidas,foram presas na cruz por mim.Amém.

Oração:
“Senhor, eu sou fisioterapeuta.
Um dia, depois de anos de estudos, me entregaram um diploma, dizendo que eu estava oficialmente autorizado a reabilitar.
E eu jurei faze-lo. . .conscientemente.
Não é fácil, Senhor, não é nada fácil viver este juramento na rotina sempre repetida da vida de um fisioterapeuta:
avaliando. . .tratando. . .reavaliando. . .tratando. . .
acompanhando passo a passo a recuperação, às vezes lenta, dos pacientes. Contudo, Senhor, eu quero ser fisioterapeuta. . .
Alguém junto de alguém.
Não mecânico de uma engrenagem, mas gente reabilitando gente.
Que todo aquele que me procura em busca de cura física
encontre em mim algo mais que o profissional. . .
Que eu saiba parar para ouvi-lo. . .sentar junto ao seu leito par animá-lo. . . É muito importante, Senhor: que eu não perca a capacidade de chorar.
Que eu saiba ser fisioterapeuta. . .alguém junto de alguém. . .
Gente reabilitando gente, com a tua ajuda, Senhor.”






Informações retiradas de:
http://www.clinicacrm.com.br/
http://fisio-saude.blogspot.com/2008/08/inicio-da-fisioterapia-no-brasil.html
http://chakalat.sites.uol.com.br/fisiohist.htm
http://www.profala.com/artfisio20.htm

04/10 Dia Mundial dos Animais...


Hoje é o Dia Mundial dos Animais e por este motivo que coloco uma MENSAGEM escrita em 1995 por Sheila Moura. Espero que esta mensagem façam todos refletir sobre os animais em nossa vida.E o quanto eles são importantes.

Hoje é Meu Dia!!!

Sou aquele que te recebe com um afago e lambe tuas feridas, sem mesmo perguntar se és um assassino ou mesmo como te machucaste a este ponto...
Sou aquele que vive nas matas ou na parede de tua casa se preocupando somente em equilibrar os sistemas de vida do qual tu dependes para sobreviver...
Sou aquele que carrega o peso do teu corpo ou mesmo quinquilharias para tu venderes em troca do pão de cada dia...
Sou aquele que se esfrega em tuas pernas saudando tua existência, e espanta ratos, baratas, mau-olhado somente para que tu tenhas melhores condições de saúde...
Sou aquele que rouba um sorriso de teus lábios quando me vês fazer piruetas ou equilibrar o peso do meu corpo em troca do preço de um ingresso que vai para o bolso do meu dono...
Sou aquele que entre grades do Zoológico te faz pensar o quanto vale a liberdade de viver no habitat que nasceste...
Sou aquele que serve de atração turística em praças fazendo tu sentires o prazer de alimentar-me que retribuo com revoadas de alegria...
Sou aquele servido em travessas, panelas e espeto que, ainda pouco escolhestes no balcão do mercado ou no cardápio do restaurante para simplesmente, saciar tua fome...
Sou aquele que amarrado em mesas cirúrgicas, trancafiado em gaiolas ou mesmo contido em aparelhos de tortura se submete a teus experimentos para alcançares a falsa fama e o poder...
Mesmo sendo aquele que te proporciona tanto, tu me desprezas, me tratas com indiferença, me abandonas nas ruas, me deixas com fome e se desfaz de mim porque envelheci... perdes assim a chance de exercitar teu amor.
Tu me caças, me matas dizendo ter medo da minha pele gelada e destróis todas as formas de sobrevivência... assim, vives perdendo a chance de ver as cores da vida, pois sou a vida em movimento vivo.
Tu me açoitas, me impõe peso maior que posso carregar e me suplicias nos rodeios para ganhares algum dinheiro... mal sabes o mau que faz, não fazendo de mim um companheiro de tua solidão.
Tu me expulsas das praças, das ruas, das vielas só porque tenho no olhar um jeito de ser que nunca vais dominar, e que, realmente,não desejas entender... perdes a chance de conhecer-te e respeitar teu semelhante.
Tua ris de minha humilhação por ficar exposto em picadeiros fazendo acreditares que és poderoso e que teu chicote domina minha paciência e minha ferocidade... perdes muito ao não poder ver tua cara de prazer doentio com um certo sorriso de sadismo.
Tu atiras em minha jaula gargalhadas e gritos não só para mostrar tua falsa liberdade, como também, para me provocares a morte com o tédio e a lembrança dos lugares de onde vim... perdes tanto ao não me visitares no mundo em que nasci.
Tu me acusas de te provocar doenças só porque não consegues aceitar minhas asas e a possibilidade de trazer um ramos de oliveira no bico, anunciando uma nova terra... perdes o rumo do teu barco só porque negas que tenho o segredo da vida.
Tu me abates com degola, com marreta, me empurras para morte com choques... perdes a chance de um viver sadio, pois o veneno de minha carne putrefa em teu corpo levando o desequilíbrio de tuas funções.
Tu não se apiedas do meu sofrimento mesmo sabendo ser inútil testares em mim o que é bom p’ra ti, porque, somos tão diferentes... perdes a oportunidade de evoluir a ciência de que necessitas para tua cura.
Mas tu não deves entristecer, pois um dia retornarás ao teu planeta e, como conquistador, levarás até alguns de nós para exibir ao teu povo, só que, enquanto não chega o dia que conhecerás o Deus que tanto tu proclamas, nos deixe em paz, ou então, aprenda em nós o saber viver em harmonia.


Retirada do Site: Fala Bicho

Tratamento Cirúrgico:



No caso de Mielomeningocele a cirurgia torna-se inevitável. É realizada para o fechamento da lesão e normalmente é solicitada até 48 horas após o nascimento, já que acredita-se que isso possa reduzir ao mínimo o risco de infecções e novas lesões medulares, as quais o paciente está suscetível.

Tratamento Fisioterapêutico:

A meta do fisioterapeuta ao se deparar com uma criança com Mielomeningocele ou qualquer outra doença do tubo neural, deve ser promover o desenvolvimento o mais próximo possível do normal, de acordo com suas limitações neurológicas, de forma a atingir o máximo de independência possível. Portanto, os objetivos da fisioterapia podem ser resumidos em: promoção das habilidades físicas que levam a independência, aquisição da mobilidade independente, seja deambulando ou através de cadeira de rodas e prevenção da instalação de deformidades.

Espero que esclareça para muitas pessoas o que é Mielomeningocele, que não é algo fora do comum, que isto pode acontecer com qualquer um, e que essas crianças não são monstruosidades muito menos aberrações e sim crianças normais, com um futuro normal pela frente.

"O amor não tem síndrome de nada, Criança especial é uma graça alcançada. Seja o que quiser, tô pro que der e vier. O meu grande sonho, Myke é te ver de pé. Tenho fé." (Tref)


Informações tiradas de:
http://patologiasemovimentos.blogspot.com/2009/09/mielomeningocele.html

http://www.artesmedicas.com/mielomeningocele.htm
http://fisioterapeutico.blogspot.com/2010/05/mielomeningocele.html
http://www.institutocoluna.com.br/6escolioses.htm
http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001558.htm
http://www.youtube.com/watch?v=9Z4IyljGxyo&feature=player_embedded#at=21
http://www.efisioterapia.net/articulos/leer.php?id_texto=177
http://comunidadeaacd.ning.com/group/aacdpernambuco?groupUrl=aacdpernambuco&id=2406047%3AGroup%3A129&page=12

Tratamento da Espinha Bifida

Todas as crianças com mielomeningocele, por causa da lesão congênita dos nervos e da medula, apresentam alterações da força muscular em membros inferiores, podendo haver, ainda, algum comprometimento da musculatura do abdomen e da coluna. Em relação ao tratamento, é importante que pais e profissionais saibam que a melhoria da força dos músculos não depende da quantidade ou do tipo de exercícios que a criança realiza mas sim do grau e o nível da lesão da medula e das raízes nervosas. Quanto menor for a alteração do movimento, maior será a probabilidade dos músculos serem fortalecidos. Por outro lado, os músculos sem movimento ou com fraqueza acentuada não podem ter a sua força aumentada.
Independente do tipo de exercícios e actividades em que a criança participa, as principais mudanças na força dos músculos acontecem nos três primeiros anos de vida. É também neste período que a criança mais se desenvolve, e adquire posições motoras como sentar ou gatinhar dependem não somente da maturação do sistema nervoso central, mas também da força dos músculos do tronco e dos membros inferiores. Praticamente em todas as crianças com mielomeningocele essas aquisições ocorrem de forma mais lenta em decorrência, principalmente, da fraqueza muscular e das deformidades de coluna e de membros inferiores. Por exemplo, uma criança com mielomeningocele pode conseguir gatinhar somente aos dois anos de idade, ao invés de gatinhar entre o nono e décimo mês como ocorre normalmente, ou, nem mesmo vir a gatinhar nos casos em que a fraqueza dos músculos for acentuada.
Durante o crescimento e desenvolvimento, os objectivos do tratamento se modificam, e portanto, o programa de tratamento modifica-se em função das necessidades de cada momento:
0 aos 3 anos de idade

O tratamento tem início com explicação aos pais sobre a natureza do problema, em linguagem clara e acessível. A utilização de desenhos e figuras facilita a compreensão das informações que se quer passar.
Neste primeiro momento, além dos cuidados com relação à bexiga neurogênica, a equipe deve dar especial atenção à estimulação do desenvolvimento motor e cognitivo. Os pais são instruídos quanto a exercícios e actividades de estimulação do desenvolvimento para serem realizadas diariamente, sempre que possível através de brincadeiras e no momento em que a criança estiver pronta a colaborar, lembrando que, o desenvolvimento processa-se das aquisições mais simples para as mais complexas. Por exemplo, para a criança conseguir sentar sem apoio é preciso que ela já tenha aprendido a fixar a cabeça e a rolar.
Para evitar deformidades, recomenda-se a mobilização das articulações e para algumas crianças indica-se o uso de órteses. No caso da criança apresentar fraqueza de tronco na posição sentada, indica-se o ortostatismo (posição de pé), com a ajuda de aparelhos objectivando melhorar a força dos músculos do abdomen e das costas. O ortostatismo com auxílio não previne deformidades da coxa-femural e joelhos, não melhora a força dos músculos das pernas e só deve ser recomendado até no máximo quatro anos de idade.
As crianças que só conseguem movimentar-se arrastando-se sentadas beneficiam com a utilização de um carrinho auto-propulsionável evitando assim lesões de pele e facilitando a locomoção dentro de casa e na escola. Este carrinho é indicado para crianças de dois a quatro anos de idade. Após esta faixa etária indica-se a cadeira de rodas infantil. A locomoção é importante para o desenvolvimento da criança, pois possibilita que ela explore o ambiente.

3 a 6 anos de idade
Neste momento os profissionais que acompanham a criança devem definir a capacidade funcional tanto para a locomoção quanto para as actividades de vida diária. Através da avaliação de parâmetros como desenvolvimento psicomotor, força muscular, deformidades, equilíbrio de tronco e capacidade para ficar de pé, o terapeuta começa a ter noção do potencial motor da criança. Algumas crianças vão conseguir andar longas distâncias, e outras, apenas dentro de casa ou na escola.
As crianças com potencial para deambulação podem necessitar de auxílios como muletas, nas fases iniciais do tratamento. As que têm fraqueza muscular acentuada não podem andar e necessitam de cadeira de rodas infantil para facilitar a participação na escola e actividades de lazer. Mesmo dentro de casa é importante que utilizem a cadeira de rodas para prevenirem lesões de pele que acontecem quando elas se arrastam no chão.
Para as crianças que andam, as órtoteses e as cirurgias ortopédicas podem melhorar a marcha. As órtoteses são indicadas para melhorar o posicionamento das articulações evitando deformidades e com o objectivo de que a criança alcance maior independência na marcha. As cirurgias ortopédicas não promovem ganhos do ponto de vista motor nas crianças com fraqueza muscular acentuada.
As actividades orientadas pela terapia funcional visando desenvolvimento e prevenção de deformidades passam a ser substituídas por actividades físicas tais como natação, basquete e dança em cadeira de rodas. Estas actividades favorecem não somente o fortalecimento da musculatura do tronco e de membros superiores, mas também a integração social. Os pais devem estimular a criança a participar das actividades de vida diária como alimentação, vestuário, higiene e transferência (da cadeira de rodas e para a cadeira de rodas) preparando-a para maior independência no período escolar. Quando a criança recebe ajuda excessiva, observa-se dependência mesmo para a realização de tarefas para as quais ela tem capacidade para realizar.

6 a 12 anos de idade
As crianças que não conseguem andar até os seis anos de idade provavelmente não vão adquirir marcha, independente do tratamento fisioterapêutico, uso de órtoteses ou cirurgias ortopédicas. Neste período o enfoque deve ser, principalmente, o treino da independência funcional tanto para as crianças que andam quanto para as que não andam. Aspectos próprios da criança ou do meio ambiente influenciam a independência. Os factores que dificultam a independência relacionados com a criança são a falta de coordenação de membros superiores, déficit de equilíbrio, deformidades da coluna, obesidade e atraso cognitivo porque dificulta a aprendizagem de actividades. Quanto ao meio ambiente, o tamanho e o material da cadeira de rodas e barreiras como degraus, portas estreitas ou terrenos acidentados dificultam o uso da cadeira de rodas. O desempenho na escola é preocupação importante nesta faixa etária e as actividades desportivas devem fazer parte da vida da criança. Visitas escolares possibilitam avaliação de barreiras arquitetónicas e orientações quanto a colocação de rampas de acesso e adaptações em banheiros. Os professores devem ser esclarecidos quanto a patologia e estratégias para lidar com a criança em sala de aula.
Algumas das crianças que andam podem necessitar cirurgias nesta fase, principalmente para os pés, com o objectivo de melhorar o equilíbrio e o desempenho na marcha.

Adolescência à fase adulta

Nesta faixa etária, deve-se dar ênfase à socialização. A participação em desportos e actividades de lazer com amigos deve ser encorajada e facilitada pelos pais e professores. É importante, também, que o adolescente entenda o que é espinha bífida e suas implicações.